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1- Saída de Vila Pouca Aguiar (N41º30`13.0`` W7º38`44.8``) na direcção às Pedras Salgadas pela N2. 2- Chegada às Pedras Salgadas (N41º32`51.8`` W7º36`13.8``). Visitar as Termas das Pedras Salgadas. 3- Apanhar CM 1353 em direcção a Tinhela de Cima, até cruzamento com N206 (N41º31`74.9`` W7º 34`74.2``) Serão cerca de 10 km, por uma estrada de paisagem florestal, com ladeiras plantadas de castanheiros e bosques mistos com carvalho-americano e pinheiro (FOTOS 1, 2, 3 e 4). Com atenção podem-se ver várias espécies de aves florestais, como gaios, chapins-de-poupa ou estrelinhas (FOTO 5). Paisagem sobre o vale de Aguiar. 4- Tomar a N206 em direcção a Carrazedo Montenegro. Ao chegar a Balugas, já no planalto é possível ver manadas de vacas leiteiras ou algum rebanho de ovelhas, pastando junto a antigos castanheiros (FOTO 6). Passando a aldeia de Lagoa e cerca dos 1100 m de altitude, percorridos pouco mais de 17 km desde as Pedras Salgadas, está à esquerda o cruzamento para o ponto mais alto da serra da Padrela, devidamente assinalado com uma placa de paisagem e miradouro (N41º33`19.6`` W7º31`06.3``). Até ao Marco Geodésico, a mais de 1200 metros de altitude é cerca de 1 km em alcatrão, ladeados de ciprestes (FOTO 7). Daí, olhando para Norte e Nordeste, tem-se uma visão única do verdadeiro “País da Castanha”. Soutos imensos, configuram estas terras altas de Trás-os-Montes! (FOTO 8). À entrada da aldeia da Padrela, pode dar-se uma escapadela à esquerda, seguindo uma estrada até à aldeia de Frutuoso, onde encravada na encosta da serra, se escondem alguns dos mais notáveis castanheiros da região. Daqui, o vale do Tâmega parece um postal longínquo e de miniatura. As fragas de granito impõem a sua força milenar e escondem outras relíquias vegetais, como azevinhos, espécie espontânea nas serras desta zona do país. 5- Regressando à estrada, segue-se até à aldeia da Padrela, autêntico solar desta região produtora de castanha. Neste troço do percurso, até à aldeia de Sobrado, vêem-se extensos soutos, até onde o horizonte permite, sendo uma das áreas mais extensas desta cultura no nosso país (FOTOS 9 e 10). Lagoa, Padrela e Tazém, Rio Bom e Sobrado têm vistas fantásticas de soutos para todos os quadrantes. 6 – Passando Sobrado e seguindo até Carrazedo de Montenegro, a paisagem vai misturando soutos com pinhais e áreas agrícolas, onde junto a linhas de água, surgem lameiros e gado a pastar (FOTOS 11 e 12). Chegando a Carrazedo de Montenegro (N41º33`88.7`` W7º25`66.4``), estão percorridos cerca de 32 Km. Visitar a Igreja (FOTO 45). 7 – De Carrazedo de Montenegro, segue-se para Murça, pela EN 314. A partir daqui, entra-se numa zona de maior influência mediterrânica, pelo que se assiste à mistura e transição de culturas, aparecendo logo à saída de Carrazedo plantações mistas de castanheiros com vinha (FOTOS 13, 14, 15 e 16). A estrada até Murça, além de alguns soutos (FOTO 17), oferece uma vista magnífica para Nordeste, para a chamada “Terra Quente” e a serra de Santa Comba (FOTOS 18 e 19). 8 - Paragem em Murça (57 km) para visitar a “Porca de Murça” (N41º24`42.5`` W7º27`20.4``). A vila está no limite da Região Demarcada do Douro, onde se produz além do vinho, também o azeite de fama e qualidade reconhecidas. 9 – Sair de Murça pela EN 212, passando pelo rio Tinhela. Pode-se parar na ponte do final do séc. XIX (FOTOS 21 e 22), observar a vegetação ribeirinha de freixos, salgueiros e amieiros (FOTOS 20 e 23). Com sorte ver-se-á alguma das várias espécies de aves que aí residem: carriças, chapins-rabilongos ou guarda-rios. Uns 4 km depois da ponte e subindo as famosas curvas de Murça, encontra-se um esplêndido miradouro (N41º24`25.3`` W7º28`72.0``), sobre o vale do rio Tinhela. 10 – Na aldeia de Levandeira, virar à direita, no sentido Fiolhoso/Vilares. Logo a seguir ao cruzamento, a menos de 100 metros, no lado direito vêm-se 2 grandes castanheiros com diâmetros impressionantes. Seguindo sempre nesta estrada, são cerca de 30 km até chegar a Vila Pouca de Aguiar. 11 – Passar em Fiolhoso, onde existem soutos seculares à esquerda, à entrada da aldeia. Pode ainda visitar-se as fontes da aldeia (e.g. a Fonte da Pipa e a Fonte da Cagalheta). 12 - Na Fonte Fria, do lado esquerdo, estão vários soutos. Outros atractivos locais são a ribeira da Fonte Fria e a Fonte dos Grichões. Após esta aldeia, encontra-se à esquerda da estrada, um parque de merendas, em frente à antiga casa florestal. 13 – Chegando a Vilares, é possível ver diversos soutos seculares e monumentais, quer à esquerda, quer à direita da estrada. Existem também várias fontes de água, a Igreja Paroquial e a Igreja da Freguesia. 14 – Seguindo sempre a estrada principal, aproxima-se a aldeia de Cortinhas (N41º26`21.0`` W7º33`18.2``). É uma pequena aldeia que merece visita, pelo seu património arquitectónico rural, com casas, palheiros, fontes e canastros em granito (FOTOS 24, 25, 28, 29, 30, 31 e 32). Inúmeros detalhes podem ser observados, com por exemplo uma curiosa janela, encimada por uma cruz (FOTOS 26 e 27). 15 – Até Moreira de Jales, observam-se soutos adultos (FOTO 33), áreas de pinhal e matos, onde por vezes se escondem répteis como o Sardão (FOTO 34).
Em Alfarela de Jales, pode haver uma escapadela até Reboredo (N41º27`37.4`` W7º32`55.8``). A estrada de paralelo leva-nos à aldeia onde subsistem restos do Castro Castelo dos Mouros (FOTOS 35 e 36). Se se vier em veículo todo o terreno, pode seguir-se para Vales por um caminho de terra batida (FOTO 38). Em Vales há um castanheiro monumental, digno de ser visitado. Esta região de minas Romanas (freguesia de Trêsminas), esconde paisagens florestais e agrícolas de encantar (FOTO 37). 17 – Segue-se então de Alfarela de Jales para Campo de Jales. Pouco antes de entrar na aldeia, há um cruzamento à esquerda, para onde se deve virar em direcção a Vreia de Jales e Barrela. É um percurso interessante, com soutos na proximidade da estrada. Passar Vreia de Jales e chega-se a Barrela e à sua tradicional arquitectura rural de granito. Atravessar a aldeia e seguir a estrada na direcção Vila Real/Sabrosa. No termo do concelho de Vila Pouca de Aguiar, na passagem do rio, está ao lado direito uma bela Ponte Romana (N41º24`38.2`` W7º36`48.7``), com os seus guarda-corpos feitos com enormes lages de granito (FOTOS 39 e 40). A norte é a Serra da Falperra e debaixo da ponte, um antigo moinho e o seu canal de fornecimento de água (FOTOS 41 e 42) 18 – Regressar pelo mesmo caminho até Campo de Jales. Nesta aldeia fez-se durante décadas a exploração de minas ouro, entretanto desactivadas. 19 – Continua-se pela EN 212. Após Campo de Jales há um agradável Parque de Merendas à esquerda. Local ideal para lanchar, antes da descida até Vila pouca de Aguiar. Para Sul, e à esquerda, vêem-se as serras da Falperra e do Alvão, esta última já do outro lado vale do rio Corgo. Podem ainda ver-se inúmeras espécies de fauna e flora, como o pinheiro-silvestre (FOTO 43) ou o chasco-cinzento (FOTO 44). 20 – Ainda antes de Vila Pouca de Aguiar e depois de Guilhado, passa-se por uma das mais bonitas manchas de carvalhal desta zona de Trás-os-Montes (N41º29`66.2`` W7º38`22.5``). Fim do percurso em Vila Pouca de Aguiar. |
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