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1 - Saída de Bragança pela N217. 2- Continuar na N217, até Samil. Em Samil (N41º46`32.83``, W6º45`30.56``), pode visitar o Miradouro e o Santuário, com belas perspectivas sobre Bragança e os arredores. 3 – Após Samil, chega-se a S. Pedro Sarracenos, onde se aconselha visitar o miradouro, as antigas termas e outros elementos arqueológicos de interesse na freguesia. Passando a aldeia, surgem então os primeiros castanheiros (FOTO 1) e olhando para Oeste, observa-se ao longe a Serra da Nogueira (FOTO 2). 4 – Seguindo a estrada começa-se uma descida, ao longo da qual vemos belas paisagens do Nordeste Transmontano, no vale da Ribeira de Santa Comba (FOTOS 3, 4, 5 e 8). Estevas e rosmaninhos, choupos, azinheiras e carvalhos-cerquinho são algumas das espécies que dominam a paisagem (FOTOS 6 e 7) até ao cruzamento para Falide. Em Carocedo (N41º42`51.36``, W6º44`30.88``), à esquerda está o Santuário de Nª Sr.ª da Conceição, de onde se tem uma panorâmica notável da região. 5 – A partir do cruzamento de Falide, regressam as terras plantadas com castanheiros, onde soutos novos ganham terreno. Passa-se a aldeia de Paredes, sempre com soutos a acompanhar a viagem. Cerca de 3 km após Paredes, sai-se da N217 e vira-se pela esquerda no cruzamento que acede a Parada, onde se encontram castanheiros seculares mesmo à beira da estrada. Antes de entrar em Coelhoso, à esquerda está o caminho (N41º39`29.93``, W6º40`31.84``) para as Minas da Ribeira, a cerca de 3 km. Ficam muito perto do rio Sabor, um dos rios mais selvagens e impressionantes da Europa. Na outra margem se encontra o Santuário de S. Bartolomeu. 6 – Na zona de Coelhoso, encontra-se uma paisagem curiosa, com a presença simultânea de sobreiros e castanheiros (FOTOS 9 e 10). Em Coelhoso [RESTAURANTE] (N41º38`54.39``, W6º40`02.42``), aldeia que se estende ao longo da estrada, há inúmeros soutos perto da povoação (FOTO 11). 7 – Continuando na estrada, passa-se ao lado de Paradinha Nova (N41º36`29.52``, W6º41`03.32``), onde novamente se observa uma paisagem mista de soutos e sobreirais. Também se vêem soutos antigos, com árvores de grande dimensão (FOTOS 12 e 13). 8 – A partir da aldeia de Paradinha Velha, a paisagem volta mudar, surgindo então uma paisagem composta por olivais e carrascais. Passando a Ribeira de Veados, sobre-se para Calvelhe (N41º36`22.48``, W6º42`27.57``), onde vale a pena parar e observar algumas das suas casa de arquitectura tradicional transmontana. À saída de Calvelhe, alcança-se novamente na N217, onde virando à direita, se viaja agora para Norte. 9 – Não é preciso andar muito para se deparar com uma mistura improvável de culturas mediterrânicas com uma cultura mais continental: vinha e olival com soutos (FOTO 14). Pela estrada, onde se cruze uma pequena linha de água, o Homem criou lameiros, bordejados por freixos e carvalhos (FOTOS 15 e 16). Não será mesmo difícil observar alguma da fauna característica da zona, como possa ser um pintassilgo (FOTO 17). Também comum nas pastagens ou beiras de estrada e caminhos ervados, são os cogumelos, mesmo comestíveis como a roca ou fradelho (FOTO 18). 10 – Uns 9 km depois de Calvelhe, aparece o cruzamento para Pinela (N41º40`13.59``, W6º44`00.61``), à esquerda. A altitude é cerca de 900 metros e a cultura do castanheiro volta a ser dominante. Em Pinela, os soutos são incontornáveis e à saída da aldeia, do lado esquerdo, está um souto notável com árvores seculares (FOTOS 19 e 20), que produzem a conhecida castanha da variedade judia (FOTO 21). 11 – Segue-se e à esquerda temos o vale da Ribeira de Vilalva, que apresenta uma paisagem bastante diversificada (FOTO 22). À direita surge um miradouro e pela esquerda está uma das maiores plantações de castanheiros da região (FOTO 23), cujo propósito é a produção de madeira (FOTOS 25 e 26), cogumelos e frutos silvestres. Mesmo ao seu lado estão outros soutos para produção de castanha (FOTO 24 e 29). Os cogumelos, mesmo que não comestíveis ou até venenosos (FOTOS 27 e 28), desempenham uma função importante nas florestas e soutos, pois criam fenómenos de simbiose com as árvores, favorecendo-as pela fixação do azoto atmosférico e pela mineralização de alguma matéria morta. 12 – Aproxima-se um cruzamento, onde se deve virar à direita, na indicação Porto/Vila Real (IP4). Passa-se por cima do IP4, mantendo a viagem pela estrada nacional até Santa Comba de Rossas, onde se conserva o edifício da antiga estação de comboio e alguns castanheiros centenários (N41º40`16.05``, W6º49`04.83``). 13 – Na rotunda de entrada da aldeia, virar à esquerda, seguindo a N15 até Vale de Nogueira, onde se virará à esquerda (N41º38`14.87``, W6º50`34.01``), na indicação de Miranda do Douro (N15-5). Encontram-se castinçais relativamente novos, que vieram ocupar terras em progressivo abandono agrícola. 14 – Na aldeia de Vila Franca há uns castanheiros seculares no lado direito da estrada, logo à entrada da aldeia. Aqui, deve ter-se atenção ao próximo cruzamento: numa curva relativamente apertada para a esquerda, passa-se sobre a antiga linha do comboio. Imediatamente à saída curva, vira-se para a direita, no cruzamento com indicação de Salselas e de Museu Rural (N41º35`16.94``, W6º51`26.25``). 15 – Até chegar a Salselas, estamos na proximidade da Área de Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, com paisagens mistas de sobreiros, carvalhos, choupos e freixos. 16 - À entrada de Salselas, num terreno agrícola situado à esquerda, estão 2 pombais (FOTO 30). Estas construções, típicas do Nordeste Transmontano, abrigam bandos de pombos, que além da tradicional fonte de carne que sempre representaram para as populações, fornecem um fertilizante orgânico natural, muito rico em azoto, chamado de pombinho. Nesta aldeia pode visitar-se o Museu de Arqueologia Rural. 17 – Seguir cerca de 6 km até à estrada municipal M564-2. Virar à direita no sentido de Macedo de Cavaleiros. Neste cruzamento, virando à esquerda para Este, pode dar-se uma escapadela até Limãos [TER]. Esta curiosa aldeia estende-se ao longo da estrada, com uma arquitectura tradicional de xisto e madeira (N41º33`07.00``, W6º52`17.84``). As árvores mais representativas já não são aqui os castanheiros, mas sim as azinheiras e sobreiros. Pelo caminho ainda está o Santuário de Santo Ambrósio, com um amplo espaço ajardinado, que convida ao descanso e reflexão. 18- Continuar na M564-2 até cruzamento N216. Entrar na N216, à esquerda em direcção a Mogadouro. Este troço da estrada far-se-á percorrendo a vertente Norte e Nordeste da Serra de Bornes.
20 – Após Chacim continuar na N216 por mais 4 km, até ao cruzamento com a estrada M576, à direita (N41º27`17.59``, W6º54`18.36``). Segue-se então a caminho até Gebelim. Desta aldeia, tem-se já uma boa perspectivas das arborizadas encostas da Serra de Bornes (FOTO 31), cujos matas de castanheiros e carvalhos, chegam mesmo até aos olivais e vinhas nas imediações da aldeia (FOTO 32). 21 – Segue-se a estrada até Vila nova, onde existem diversos soutos com árvores seculares. Chegando ao cruzamento com a estrada nacional 315 (N41º25`30.21``, W6º59`09.05``), virar à esquerda no sentido de Alfândega da Fé. Passa-se por Sambade, onde também se encontram soutos seculares. Descendo em altitude, já nas proximadades da vila de Alfândega da Fé, encontram-se cerejais, característicos desta parte da Terra Quente transmontana. 22 – Em Alfândega da Fé, visitar a Torre Medieval e o património arquitectónico religioso. Regresse atrás novamente pela EN 315. Quando se chegar ao cruzamento com o IP2 (N41º26`45.00``, W7º01`02.00``), vira-se à direita, no sentido de Macedo de Cavaleiros. Ainda antes, pode dar uma escapadela. No cruzamento para a Serra de Bornes (N41º26`02.80``, W7º00`23.81``), se a viatura for todo-o-terreno tem-se uma excelente escapadela até ao ponto mais alto da serra, a cerca de 1200 metros de altitude. Neste caminho de terra batida, surgem logo adiante inúmeros castanheiros, aqui explorados sobretudo para produção de madeira. As vistas para todos os quadrantes são das mais incríveis de toda a região transmontana. 23 – Após 2 Km de se viajar neste itinerário, chega-se à aldeia de Bornes [TER]. Desta aldeia encravada no fundo da serra com o mesmo nome, tem-se uma boa perspectiva sobre as arborizadas encostas serranas (FOTO 33). Também no caminho, junto à estrada, encontram-se diversos castanheiros seculares num contraste curioso com outras culturas como o olival (FOTO 34). 24 – Seguindo o itinerário da antiga N 102, passa-se em Grijó, aldeia antiga e recheada de um património arquitectónico rico e secular. Mais 3 Km de viagem e chega-se ao fim do percurso, em Macedo de Cavaleiros. |
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