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1- Esta rota inicia-se na vila de Vinhais [RESTAURANTES e ALOAMENTO]. Terra antiga, por onde passavam caminhos romanos e o Caminho de Santiago, mostra no seu casario momentos da sua história passada e presente (FOTOS 1 e 2). Perto da Vila, além de vários Percursos Pedestres de Pequena Rota (PR), pode-se visitar o Parque Biológico, onde há várias espécies de fauna e flora protegidas. 2 – Sai-se de Vinhais, em direcção a Vilar d Ossos, pela EN 316. Estamos já no Parque Natural de Montesinho. Logo à saída da vila, a Oeste no vale do rio Cibrão, observa-se uma área muito interessante de soutos (FOTOS 3 e 4), que podem ser acedidos a partir de Sobreiró de Cima ou Soutelo. A estrada segue junto a este pequeno vale, podendo nas imediações, nas bordaduras dos lameiros observar-se outra das árvores típicas do Nordeste, o choupo. Após Rio de Fornos, onde se atravessa a Ribeira dos Ladrões, está um cruzamento que indica para a esquerda Lagarelhos, para onde se deve virar. 3 – A entrada da aldeia de Lagarelhos (N 41º51`38.34``, W 7º01`30.11``) está repleta de soutos seculares e impressionantes. Mas, o ex-líbris da aldeia e do concelho é um castanheiro milenar, chamado de “A Castanheira” (FOTOS 5, 6 e 7). Este castanheiro, de propriedade particular, está classificado desde o ano 2000 como Árvore de Interesse Público (FOTO 8). Tem uma copa com mais de 17 metros de diâmetro e o seu tronco à altura do peito (i.e. a 1,30m de altura), tem um perímetro de 12,80m. Impressionantemente, apesar da idade, continua a produzir bastantes castanhas. Voltar à estrada: aproveitar para uma escapadela, seguindo para Norte na estrada principal, até Vilar de Ossos (N41º52`25.25`, W7º02`04.69``). As serranias em frente que sobem a mais de 1000 metros de altitude pertencem à Serra da Coroa. Entrar em Vilar de Ossos, aldeia pacata, mas com muita história, podendo deixar a viatura no Largo Fernão Pinto Bacelar (Visconde de Montalegre, séc. XIX), junto à capela e solar (FOTOS 9, 10 e 11). Regressar à EN 316, para Sul. 4 – Na EN 316 e no sentido Sul-Norte, temos para a esquerda a aldeia de Zido e para a direita Travanca. É pois para Travanca [TER] que se deve seguir a estrada. Até à aldeia observam-se várias plantações de castanheiros, nomeadamente com as árvores protegidas com rede, para evitar danos causados pelos animais (FOTO 12). Tratando-se de uma aldeia (N41º53`31.53``, W6º59`57.89``), com pecuária bovina, a paisagem mostra também um dos elementos fundamentais da cultura e património rural de Trás-os-Montes, os lameiros. 5- Após Travanca, segue-se para nordeste, por uma estrada municipal, no sentido de Santa Cruz. Pelo caminho entre as 2 aldeias, tem-se uma das vistas mais extraordinárias do Parque Natural de Montesinho. Cumeadas a perder de vista até terras de Espanha a Norte (FOTOS 13 e 14), soutos antigos, com novas plantações a rasgar terrenos de matos (FOTOS 15 e 16) e árvores velhas isoladas (FOTOS 17 e 18) que parecem querer contar histórias antigas a quem passa! 6 – Chegando ao fundo do vale, atravessa-se a aldeia de Santa Cruz (N41º53`52.06``, W6º57`01.21``). Seguindo pela estrada municipal, no sentido Sudeste, até chegar ao cruzamento, onde se vira à esquerda para Norte no sentido de Fresulfe. A estrada desce até ao rio Tuela, cujas encostas estão cobertas de bosques de carvalho-negral e outras espécies e árvores notáveis (FOTOS 19 e 20). O rio Tuela é uma das jóias da serra da Coroa, junto à qual corre aninhado. Trutas, lontras, guarda-rios são alguns dos seus habitantes! Após a ponte, na subida, está um cruzamento para a Praia Fluvial de Fresulfe (N41º53`48.41`, W6º56`17.41``). Esta escapadela até à margem do rio, tem cerca de 1 km, sendo que apenas os primeiros 200 metros em alcatrão. Os restantes 800 metros são em terra batida, que com cuidado, qualquer carro ligeiro consegue percorrer (FOTOS 21 e 22). Ao fundo, a praia fluvial tem alguns serviços de apoio como WC`s e bar e um antigo moinho (FOTO 23). Os bosques ribeirinhos de amieiros denotam aqui a sua pujança e criam um corredor ambiental notável (FOTOS 24, 25, 26, 27, 28 e 29). Excelente local para uma tarde de Verão. No Outono e Inverno, se o dia estiver solarengo, é um sítio adequado para uma merenda ou magusto! 8 – A paisagem antes e depois de Mofreita é dominada por soutos seculares evidenciando a importância desta cultura agrícola, neste extremo Norte de Portugal. Segue-se até Zeive. 9 – Em Zeive, vale a pena entrar e visitar a aldeia, com as suas casas rurais típicas, usando as pedras de xisto na sua construção. Deixa-se a aldeia, em direcção ao Sul. 10 – A povoação seguinte é Fontes Transbaceiro na qual se encontram variados soutos (FOTOS 30 e 31), cujas castanhas atraem locais e forasteiros (FOTOS 32, 33, 34 e 35). 11 – Continua-se na estada nº 308. Parâmio e Vilarinho são as aldeias que se seguem. Pelo caminho pode até encontrar-se algum rebanho de ovinos, guardado zelosamente pelos Cães de Gado Transmontano, reconhecida como raça autóctone portuguesa e que tem em Trás-os-Montes o seu solar de origem (FOTOS 36 e 37). 12 – Vilarinho [TER] fica a menos de 1 km da estrada, à esquerda. No cruzamento para a aldeia (N41º53`45.25``, W6º50`42.99``), está um nicho religioso ou alminhas, com uma curiosa imagem, da Virgem com o menino ao colo (FOTOS 38 e 39). Aparentemente data do século XVIII (FOTO 40). Também nesta zona há soutos plantados em cumeadas dominadas por matos (FOTO 41). 13 – Após Vilarinho, percorre-se a estrada ao longo de um pequeno vale, passando o ribeiro de Santo Amaro, afluente do rio Baceiro. No lado esquerdo existe um pequeno bosquete de azinheiras, que no nordeste também se denominam de sardoais (FOTO 42). Pelo lado direito há lameiros e várias galerias de freixos. Segue-se pela estrada (N41º53`20.48``, W6º49`53.48``), na direcção de Terroso e Espinhosela. 14 – Chegando a Terroso, é-se recebido por castanheiros seculares ao longo da estrada. À saída aldeia, no cimo de uma pastagem, perto do recinto de festas, resiste em pé o que resta de um grande castanheiro (FOTO 43). Serve apenas o refúgio e alimento de insectos, fungos e quiçá de alguma pequena ave. Nas pastagens também crescem, sobretudo no Outono, cogumelos, como aqueles que popularmente são conhecido como “Ovos de lobo” (FOTOS 44 e 45). 15 – Seguindo, e 4 km depois de Terroso chega-se a Espinhosela. À entrada, do lado esquerdo, observa-se o que resta de um castanheiro milenar (N41º52`04.03``, W6º50`55.96``). Apesar de acossado pela idade e pelo alcatrão, resiste, lançando ainda alguns pequenos rebentos de vida (FOTO 46 e 47). É uma exemplar notável, cuja idade esconde séculos e séculos da história de Portugal. 16 – Após Espinhosela virar para a indicação de Bragança. Passar em Sabariz e estaremos em Bragança em menos de 15 minutos (cerca de 10 Km). Pelo caminho, vários soutos, lameiros onde pastam vacas da raça Mirandesa e aldeia típicas a visitar, como Donai e Langomar. 17- Fim do Percurso Milenar com a chegada a Bragança. Visitar o Centro Histórico (FOTOS 48 e 49). |
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